OPINIÃO: O que foi bom (e ruim) no litoral

O
rescaldo da folia de carnaval se mede pelo estrondoso sucesso das
iniciativas populares e a falha em muitos setores da alçada do setor
público. É bem verdade quando os inúmeros acidentes nas estradas são
motivados pelos próprios motoristas, seja pela imprudência, excesso de
velocidade ou pelo consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas. Mas
também as rodovias federais e estaduais nem sempre se encontram em
condições de suportar o grande movimento, seja por falhas na
pavimentação ou na sua sinalização. No litoral piauense, de modo mais
específico, a grande presença do público fez o sucesso da folia, mas
foram ressaltadas as faltas recorrentes das ações de governo. Se, de um
lado, São Pedro ajudou, e, mesmo despejando chuvas torrenciais não
houve pane no fornecimento de energia elétrica, a falta de água potável,
para uso e consumo nas localidades mais distantes, como Barra Grande,
Macapá e Cajueiro da Praia, são problemas conhecidos, de solução
anunciada, mas jamais resolvidos. Uma adutora foi prometida para
solucionar a dificuldade de abastecimento de água dessas localidades,
mas não saiu do papel. Ou melhor, na informação oficial está em obras.
Como se disse, o êxito do carnaval no litoral se comprova pela presença
maciça das pessoas que acreditaram nos inúmeros empreendimentos da
iniciativa privada. Em números, pela história recente, tem-se que
somente 30 por cento das pessoas que vão ao litoral no período do
carnaval são piauienses, e 70 por cento são pessoas de outros Estados,
atraídas pela exuberância das atrações do litoral, em que se destacam a
beleza das praias, o mar tranquilo e os ventos fortes que atraem os
esportistas da nata do kite surf mundial, dentre tantas outras. No
cômputo geral, afinal, sobrou boa vontade da população que procurou se
divertir e aproveitar o quanto pode, e o que faltou – a firme presença
da gestão púbica, seja municipal e estadual - pode ser sanado ao longo
de todo este ano. O povo tem esperança.
Fonte: Portal AZ